












O Período Paleolítico Inferior (do grego paleos = antigo + lithos = pedra) é o período mais longo da Pré-História. Ele abrange a fase das glaciações, quando baixas prolongadas da temperatura provocaram a expansão da calota polar, alterando profundamente o clima do Hemisfério Norte. A América do Sul também sofreu glaciações, mas antes que o homem nela se fixasse.

Os geólogos identificam quatro glaciações no Hemisfério Norte. Elas começaram cerca de 600000 anos atrás e se prolongaram, intercaladas com longos períodos mais cálidos, até perto de 10000 a.C. Durante as épocas glaciais, os ancestrais do homem atual abrigavam-se em cavernas e viviam basicamente da caça. Às vezes, a escassez de alimento os obrigava ao nomadismo (mudança constante de endereço). Para abater os grandes mamíferos dessas fases de baixas temperaturas (mamutes, rinocerontes lanudos, bisões e alces), os homens começaram a organizar-se em grupos e a estabelecer laços de cooperação e solidariedade, pois disso dependia a própria sobrevivência da espécie.


O maior passo dado pelo homem no Paleolítico Inferior foi a utilização do fogo, que lhe permitiu aquecer-se, obter iluminação à noite, afastar animais ferozes e cozinhar alimentos. Esse grande avanço deveu-se ao Homo erectus. Inicialmente, os homens procuravam conservar o fogo provocado por causas naturais (queda de um raio sobre uma árvore ou um incêndio florestal); depois, por volta de 500 000 a.C., passaram a desenvolver técnicas para produzir fogo.



Os primeiros utensílios de pedra eram muito simples (daí o nome de Idade da Pedra Lascada, dado ao Período Paleolítico). Com o decorrer do tempo, esse instrumental tomou-se mais elaborado, inclusive com a adição de componentes de madeira. As armas evoluíram, surgindo as lanças, facas e machadinhas. E, como a expansão dos grupos humanos começou a gerar conflitos, os artefatos de caça foram adaptados para a guerra.




No final do Paleolítico Inferior, os homens de Neanderthal começaram a sepultar os mortos, nas cavernas ou em suas proximidades. Alimentos e armas eram enterrados com os corpos, denotando algum tipo de crença ligada ao sobrenatural.
O Período Paleolítico Superior coincide aproximadamente com a última glaciação. O homem de Cro-Magnon, que surgiu por volta de 40000 a.C., é o representante característico do período. Essa subespécie do Homo sapiens dividiu-se em várias culturas locais, distribuídas pela Espanha, Sul da França e Europa Centro-Oriental.

Período de glaciação
Os Cro-Magnon ainda eram coletores, caçadores e pescadores. Seus instrumentos, porém, passaram por transformações. Como o gelo dificultava a obtenção de pedras, diversos utensílios começaram a ser confeccionados com ossos e marfim; o arco e a flecha surgiram nesse período, bem como arpões e agulhas.

Em parte devido ao longo tempo que passavam dentro das cavernas, mas graças sobretudo ao desenvolvimento da própria inteligência, os homens do Paleolítico Superior deram início à produção artística, pintando animais e cenas de caça nas paredes das grutas. Essa arte rupestre (isto é, pintada ou gravada na rocha), além de sua concepção realista, possuía uma função mágica porque, ao executá-la, o homem acreditava estar garantindo caça abundante para seu grupo.

Na mesma época do Período Paleolítico, começaram a ser esculpidas estatuetas femininas em marfim, com alguns centímetros de altura, que os especialistas hoje chamam de Vênus (do nome da deusa greco-romana do amor e da beleza feminina). Essas figuras eram dotadas de seios fartos e quadris exagerados, o que certamente as vinculava à idéia de fertilidade.





A passagem do Paleolítico Superior para o Período Neolítico foi marcada pelo término da última glaciação do Hemisfério Norte.
Com o recuo das geleiras, o nível dos mares se elevou, as terras emersas diminuíram e o clima se modificou nesse período: enquanto a Europa Central e parte da Europa Setentrional se tomaram temperadas, o Norte da África perdeu sua umidade e a região do Saara transformou-se em deserto; o mesmo aconteceu, em menor escala, do Oriente Próximo à Ásia Central. Diante disso, homens e animais tiveram de migrar para os vales dos grandes rios.


Paralelamente ao Período Neolítico, ocorreu um crescimento da população humana, o que tomou mais difícil sua subsistência apenas com a caça e a coleta de frutos e raízes. Esse fato levou os homens a iniciar sua sedentarização, por meio do plantio de trigo, cevada e aveia. Ao mesmo tempo, alguns animais foram domesticados e o homem tornou-se criador de bois e de ovelhas. Esse processo, que se iniciou na Mesopotâmia, é conhecido pelo nome de Revolução Agrícola, visto que a importância da agricultura sobrepujava largamente a do pastoreio.


A passagem da economia de coleta para a produção de alimentos liberou parte da comunidade para atividades outras que não as diretamente ligadas à subsistência. Essa população excedente criou nesse período os primeiros aglomerados urbanos protegidos por fossos e paliçadas contra ataques de outros grupos Neolíticos.
As novas condições econômicas e sociais provocaram mudanças tecnológicas. Para armazenar os cereais em recipientes, o homem deu início à cerâmica. Ao mesmo tempo, começou a tecer o linho e a lã, com a finalidade de substituir as peles de animais até então utilizadas como vestuário.





Em função da nova realidade do período, os homens se organizaram em comunidades estáveis. Estas eram estruturadas principalmente a partir dos laços de sangue, formando clãs. A posição do indivíduo dependia do grau de seu parentesco com o chefe do grupo. Como a terra era propriedade coletiva e as técnicas de plantio rudimentares, raramente havia excedentes de produção.
Em alguns pontos da Europa, o início do Período Neolítico foi marcado pela construção de monumentos megalíticos, isto é, formados por enormes blocos de pedra. Tais monumentos certamente tinham conotação mística, combinada talvez com um caráter funerário, pois a arte e a magia continuavam interligadas.
AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO NEOLÍTICO FORAM:

Indumentária: os vegetais (como o linho), são tratados a princípio com a técnica da feltragem. Surge depois a tecelagem.
Primeiros tecidos: produção de saiotes e outras peças decorados com franjas, conchas, sementes, pedras coloridas, garras e dentes de animais etc.
A maioria das roupas parece ter sido feita com peles de animais, o que pode ser indicado pelo achado de grande quantidade de alfinetes (ou broches) feitos com ossos e chifres, ideais para a fixação do couro, mas não de tecidos.
No entanto, tecidos de lã e linho já eram, provavelmente, fabricados na Grã-Bretanha neolítica, como sugerido por achados de pedras perfuradas as quais (dependendo de seu tamanho) poderiam ter sido utilizadas como espirais de fusos ou pesos de teares.
As roupas usadas no período Neolítico podem ser ilustradas pela figura de Ötzi, o Homem da Idade do Gelo, embora ele não tenha sido nem britânico nem vivido no período Neolítico, e sim mais tarde, durante a tardia Idade do Cobre.
Vejamos algumas peças e objetos relacionados ao vestuário neolítico:






Fonte: http://www.deedellaterra.blogspot.com






Em arqueologia, designa o conjunto de construções de grandes blocos de pedras, típicas das sociedades pre´-históricas, edificadas essencialmente no período neolítico (por vezes também na idade do cobre e Bronze) com objetivos simbólicos, religiosos e principalmente funerários.
As primeiras construções megalíticas, da Europa Ocidental, localizam-se em Portugal, e datam de finais do VI milénio antes da nossa era. Espalharam-se desde a Península Ibérica até aos países nórdicos e norte de África. Na África Central, também se encontram testemunhos destas construções.


Stonehenge é um monumento megalítico da idade do Bronze, localizado na planície de Salisbury, no Sul da Inglaterra. É o mais visitado e conhecido círculo de pedras britânico, e até hoje é incerta a origem da sua construção, bem como da sua função, mas acredita-se que era usado para estudos astronômicos, mágicos ou religiosos. O Stonehenge é uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e a pesar quase cinquenta toneladas.
Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual. Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o Solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o Solstício de inverno bem depois que a colheita é terminada. Desta forma, as teorias atuais a respeito da finalidade de Stonehenge sugerem seu uso simultâneo para observações astronômicas e a funções religiosas, sendo improvável que estivesse sendo utilizado após 1100 a.C..
A explicação científica para a construção está no ponto em que o monumento tenha sido concebido para que um observador em seu interior possa determinar, com exatidão, a ocorrência de datas significativas como solstícios e equinócios, eventos celestes que anunciam as mudanças de estação. Para isto basta se posicionar adequadamente entre os mais de 70 blocos de arenito que o compunham e observar-se na direção certa. Esta descoberta se deu em 1960, demonstrando, através da arqueologia, que os povos neolíticos, 3000 anos antes de Cristo, já tinham este conhecimento.
A importância estaria vinculada diretamente à agricultura dos povos da época. Segundo o historiador Johnni Langer, a vida dos povos agrícolas está ligada ao ciclo das estações, e o homem pré-histórico precisava demarcar o tempo para saber quais eram as melhores épocas para colheita e semeadura, e a observação do céu nasceu daí